segunda-feira, 30 de maio de 2011

Paul II - Capítulo 1

Enfim, depois de muita espera, vocês podem ler o primeiro capítulo da segunda parte da história do Paul. Já adiantei alguns capítulos, e até agora está bastante gostável.

Capítulo 1
   E lá estava eu, sentado no banco do cemitério dois dias depois do pior aniversário da minha vida. Eu poderia até dizer que foi pior que o de cinco anos, quando acordei e encontrei meu cachorro morto aos pés da cama. Foi envenenado. E lembro-me de que ele vivia atormentando meu pai...
   Como me safei de ser preso pela morte de Luna? Simples, liguei para Sally. Juntos fizemos um plano perfeito, e assim o dono da padaria vizinha foi preso. Pela minha própria segurança, não irei narrá-lo aqui.
   Sally havia também me arranjado um quarto em um dos hotéis do pai dela. Então eu não precisava mais morar com o meu pai, Henry.
   Então, como eu dizia, lá estava eu, sentado, observando o túmulo de minha Luna. Era bonito, uma grande pedra quadrada deitada sobre o solo, com alguns escritos. Um deles era meu. Dizia:

Para a minha sorridente lua: não fique chateada por não me dar o presente de aniversário”

   O tal presente me era um mistério. Ela tinha me levado para o quarto dela a fim de dá-lo, mas não vi nada que parecesse um presente em volta. Melhor para mim. Odeio presentes.
   Suspirei. Não era tão divertido estar perto de Luna estando ela morta e enterrada. Eu sentia vontade de chorar, mas sabia que não adiantaria nada, então não me dei ao trabalho.
   Olhei para as flores amarelas que eu segurava. Odeio flores, mas Luna as amava. Joguei-as sobre os meus escritos.
   O sol começou a baixar, deixando o túmulo mais brilhante. Olhei para o lado. Havia uma fila de pessoas seguindo um caixão com tampa de vidro. Reconheci, na frente da procissão, meu pai.
   Estremeci. Era o enterro da minha mãe. Eu não queria, mas resolvi dar uma passada para vê-la. Cheguei perto do meu pai, que me olhou de modo cortante, sem demonstrar nenhum sentimento. Bem parecido comigo. Abriu a boca para dizer algo, mas suspirou e encarou o chão. Passei direto por ele e fui ver o caixão.
   Lá estava ela, pálida, com os cabelos loiros em belas tranças, os olhos fechados, os lábios pintados de vermelho em contraste com a pele albina. Parecia uma cena da branca de neve, mas seus cabelos não eram negros e, bem, as pessoas em volta eram mais altas.
   Eu poderia pensar que ela estava dormindo, mas o vidro não estava embaçado. Pelo menos meu pai não fez nenhuma daquelas coisas doentias como no resto da minha família: Desmembrar o corpo e deixar no baú, ou deixá-la num pedestal e beijá-la como se estivesse viva.
   Me virei para ir embora. Meu pai me puxou pelo braço:
   - Por que fugiu?
   Olhei para ele com o canto do olho.
   - Você matou minha mãe.
   - Não matei! Você estava lá quando ela se matou!
   - Por sua culpa. Agora me largue.
   - Volte para casa, Paul.
   - Eu te odeio! Me larga! - gritei.
   Ele hesitou, mas enfim me soltou. Corri para fora do cemitério.

Espero que gostem!
Bela

2 comentários:

Anônimo disse...

OMG essa fico foda lol

que familia bizarra ._.

Lúcio Neto disse...

AINDA BEM QUE O PAUL VOLTOU! NAO AGUENTAVA MAIS ESPERAR. CADE O 2?

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