segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Paul cap 17

 Capítulo 17

O dia do meu aniversário chegou, e de tarde eu percebi que realmente não teria festa, mesmo minha mãe tendo me presenteado com uma calça nova.
De repente, tocam a campainha. Minha mãe vai atender sorridente.
Uma mulher estressada entra, junto com uma garota um pouco mais velha que eu.
- Onde está o Henry? – perguntou a mulher rudemente.
- Está lá em cima...
Minha mãe chamou meu pai, que desceu. Ele viu a mulher e arregalou os olhos.
- Você? – perguntou ele estupefato.
- Cafajeste! – disse a mulher, tascando um tapa forte no rosto do meu pai – Achou que saindo da França ia se livrar de mim? Depois de 18 anos, eu te achei! E cuidei da sua filha sozinha todo esse tempo! Eu exijo que me pague o que deixou de pagar!
Meu pai estava cabisbaixo. Minha mãe ouvia tudo, paralisada. Eu também fiquei surpreso. Nunca imaginei que meu pai pudesse ter outro filho.
Minha mãe começou a ter tiques nervosos. Depois, seus olhos brilharam como brilhavam sempre que ela se lembrava de algo.
- Minha vida... – disse ela – Estou me lembrando... de tudo...
Uma lágrima desceu por sua bochecha e ela correu para o quarto.
Meu pai se virou para a mulher intrusa.
- Viu o que você fez? – gritou ele, e tirou uma faca de um faqueiro na mesa.
A mulher não teve tempo de pensar em fugir antes que caísse ensanguentada e morta no chão.
Enquanto meu pai avançava na filha bastarda dele, eu subi para ver como minha mãe estava.
E lá estava ela, estirada na cama, mais pálida do que nunca (ela era albina), com os olhos revirados e a boca cerrada com força. Em sua mão esquerda, segurava três embalagens de veneno para rato.
Ela estava morta.
Eu me sentei do seu lado, fechei os olhos e fiquei olhando para ela.
E, naquele momento, me senti culpado por ser um filho horrível e transformar a vida dela em um inferno. Talvez, se eu fosse um bom filho, ela não teria se matado.
Fui para o meu quarto. Arrumei as malas e desci.
- Como está sua mãe? – perguntou meu pai.
- Vá para o quarto e descubra – respondi, lançando a ele um olhar gélido.
Então saí de casa.

3 comentários:

MaNa disse...

Nossa! Coitadas! Todas elas.

Anônimo disse...

WTF ??? noss vey =\ morri !!! >_<

a mãe dele era tão legal e tinha esse marido de merda e esse filho burro posuido desgraçado prostituto ... =( to triste de verdad ;.(

Sílvia disse...

Bela, que acontecimento horrível. Acho que o Paul é mais vítima que culpado, rsrs. Nem sei o que pensar. Agora, só nos resta aguardar o próximo capítulo...chuift...

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