quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 4 comentários

Paul II - Capítulo 6

E finalmente! Não posto Paul já tem mais de um mês, sei que vocês devem ter ficado curiosos, mas a preguiça de digitar é grande hehe. Espero que gostem!

Capítulo 6

No domingo seguinte, fui ao cemitério à noite. Eu costumava ir para lá ver o túmulo da Luna à noite, porque ficava vazio e não tinha nenhuma velhinha falando sobre seu falecido marido que foi um homem maravilhoso e bravo na guerra.
Ao chegar lá, troquei as flores do túmulo e fechei os olhos. Era noite, o horário dos mortos. Por mais estranho que pareça, com um pouco de esforço, eu podia ouvir o sussurro das almas no silêncio do cemitério. Principalmente a doce voz de Luna me dizendo...
- Sabia que você estava aqui – sussurrou Sally no meu ouvido. Quase desmaiei de susto. Ela riu.
- O que está fazendo aqui? - perguntei.
- Vim te procurar. Como sempre, encarando o túmulo dela, não é?
Ficamos calados por alguns instantes. Os grilos cantavam enquanto o vento mexia nos cabelos espessos da Sally como se fosse uma carícia.
- Nunca teve curiosidade de... - começou ela.
- De?
- Ah, esqueça. Toma.
Ela me jogou uma garrafinha de bebida. Era Ice. Abri e tomei um pouquinho. Era bem mais suave que whisky. Senti-me bem. Bebi mais três grandes goles.
- Gostou? - perguntou Sally.
- Eu podia viver disso! - dizendo isso, virei a garrafa inteira – Pensa rápido!
Joguei a garrafa em direção à cabeça de Sally, que se abaixou na hora. Ela virou a dela também e jogou em mim. Eu estava meio tonto e não reagi, mas a garrafa só bateu na minha testa e caiu no chão, quebrando na queda.
- Ai – exclamei. Nos encaramos e começamos a rir alto.
- Ei, Paul – disse Sally – Não tem curiosidade, como eu ia dizendo, de desenterrar um desses corpos e ver como é?
- Qual?
- Sei lá... O da Luna, por exemplo.
- Da Luna não. Deixa ela quieta.
Me sentia realmente nervoso. Sally riu e me abraçou.
- Estou brincando, Paul, relaxa. Vamos sair desse inferno.
- Ir pra onde?
- Lá pra casa. Tem piscina. E pistolas de água.
- Não sei...
- Aí a gente faz hambúrgueres.
- A gente fazemos? - perguntei, sem ter noção de conjugação verbal.
- É.
- Então vamos!
- Vem. A gente chega mais rápido de carro.
Ela me puxou pra fora.
- Quer dirigir?
- Mas eu não sei...
- E daí? Só faz que nem nos filmes.
Eu era como um fantoche da Sally, mesmo não percebendo isso na época. Entramos no carro e dirigi, do jeito que eu imaginava que fosse. Assim que virei a primeira esquina, derrubei um tanto daqueles cones laranjas.
- Seu idiota! Está fechado!
- Opa. Como volto?
- Ah, que se dane. Continua aí!
Continuei.
- Mais rápido!
Meti o pé no acelerador. Corremos alguns metros, e avistamos um enorme buraco na rua.
- E agora? - perguntei, desesperado.
- O passeio! Vai pro passeio!
Dei uma virada brusca em torno do buraco e entrei no passeio, derrubando lixeiras e atropelando um cachorro.
- Ah, merda.
- Esquece ele – disse Sally – O poste! Cuidado com o poste!
Virei no exato instante em que ia bater o poste, quase subindo nas paredes da casa ao lado. O buraco passou. Voltei para a rua.
Suspiramos de alívio. Derrubei mais alguns cones.
- Certo, vamos ali e você “diminói” a velocidade. É mais movimentado lá. Já estamos chegando.
Continuei a dirigir até chegarmos na casa da Sally. Percebi que conhecia aquela parte da cidade, e poderia voltar para casa a pé dali. Deixamos o carro na garagem.
A casa era enorme, e muito bem arrumada. A família da Sally devia ser realmente rica. Os pais dela não estavam lá.
- A piscina fica ali – disse Sally, enquanto tirava a jaqueta – Acho que já tem uns hambúrgueres prontos na geladeira. Vou esquentar.
Sally foi para a cozinha. Tirei meu casaco e peguei mais uma garrafa de Ice da bolsa dela. Bebi enquanto pensava na sorte que tínhamos por estarmos vivos, e se o dono do cachorro poderia aceitar um filhotinho novo. Se o cachorro tivesse dono. Joguei a garrafa vazia pela janela.
Sally voltou, pouco depois, segurando uma bandeja com os hambúrgueres, apenas a carne. Sentamo-nos no sofá e devoramos a carne em poucos minutos.
- Vamos nadar! - Sally disse, me puxando até a piscina, que ficava em um cômodo. As paredes do cômodo eram feitas de vidro. Me senti numa estufa, e imaginei, na minha tontura, que eu fosse uma planta, talvez uma planta cheia de espinhos, e a Sally era uma rosa. Ri disso.
Sally pulou na água e eu caí junto, de roupa e tudo. A água era morna. Jogamos os sapatos para fora e comecei a boiar na água, de olhos fechados.
- Paul – chamou Sally, e eu abri os olhos só para ganhar um jato de água no nariz.
- Desgraçada! - num salto, peguei a pistola de água da mão dela e atirei nela várias vezes. Ela começou a rir e recuou.
- Eu me rendo, eu me rendo! - disse ela, mas pegou outra pistola da beira da piscina e começou a atirar de volta.
Rimos alto. Sally se aproximou de mim e tirou o brinquedo da minha mão. Jogou as duas armas letais no outro lado da piscina e me abraçou. Abracei-a também. Ela me puxou e me beijou.
Desta vez, apenas fechei os olhos e retribuí.
Não era como beijar Luna. Não tinha tanto carinho. Ao invés de sentir o beijo no coração, senti mais para baixo.
Enfim Sally me soltou.
- Olha as horas... - disse ela, olhando o relógio na parede enquanto mexia na gola da minha blusa – Meus pais devem chegar daqui a pouco. É mais seguro você ir embora.
Olhei para ela, meio abobalhado. Acariciei os lábios dela.
- Tudo bem, Sal...
Beijei o rosto dela e fui.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011 1 comentários

Luto

   Hoje, mais uma vida foi levada pelo mundo do crime.
   O porteiro da minha escola, Wanderson, foi assaltado esta manhã. O diretor não deu muitas informações, mas sei que ele foi baleado, e chegou a falecer.
   No início, não consegui entender. Wanderson, que estava sempre ali de manhã, dando bom dia. Wandão, que sempre nos acompanhava nas excursões. O Wandão que nos consolava sempre que nos via chorando. O Wanderson que estava sempre disposto a ajudar, não importa com o que fosse. Ele não poderia morrer assim. Ele era querido. Ele era forte.
   Mas uma bala... Uma bala que perfura carne, músculos, ossos, coração... Nem o mais forte dos homens sobrevive a uma bala certeira, só se por milagre... E nosso Vanderson foi vítima de três tiros... E o tiro é uma covardia da parte dos bandidos, que atiram em quem não tem como se defender... Uma covardia com efeitos trágicos...
   Chorei quando percebi que tudo aquilo era verdade, e ainda choro agora, assim como muitos dos meus colegas e professores... Mas também vi gente que não quis acreditar. Gente que dizia: "Um homem daquele tamanho? Não, não pode ter morrido". Ou que simplesmente não queria acreditar... Sabe quando você gosta tanto de alguém, que acaba pensando que a pessoa é imortal?
   Provas adiadas, festivais de música e dança suspensos... Mas nada disso se compara aos corações partidos e lágrimas derramadas... Num país onde os lobos andam soltos...
terça-feira, 8 de novembro de 2011 1 comentários

Tag - 10 coisas que eu não gosto

 Recebi esse tag do Jornal da Mana

Não está na ordem:

1 - Cebola
2 - Falsidade para pedir alguma coisa a quem a pessoa não gosta
3 - Mudanças radicais de personalidade só para se adaptar
4 - Programas de humor que não me fazem rir
5 - Gente que fala mal dos meus desenhos, se não souberem fazer melhor (ou nem igual)
6 - Ficar na cama se estiver sem sono
7 - Internet lenta
8 - Funks que só falam de *****
9 - Gente que acha que só porque faz de um jeito, todo mundo tem que fazer igual
10 - Gente que julga antes de provar

Não sei pra quem indico... Poucos blogs que eu sigo ainda estão vivos

Beijos =D
segunda-feira, 1 de agosto de 2011 1 comentários

Paul II - Capítulo 5

Capítulo 5

    Quando cheguei no ponto de encontro em frente à lanchonete, Sally já estava lá.
    - Ei, Sally.
    - Oi.
    - Para onde vamos?
    - Vamos andando para algum bairro mais vazio.
    Dizendo isso, ela se virou e seguiu em frente. Fui atrás dela.
    Chegamos em uma pequena rua silenciosa. Sally entrou em um beco. Segui-a e nos sentamos atrás de uma lata de lixo. Com certeza não era o lugar mais agradável para o encontro, então risquei minhas suspeitas.
    - Veja – disse ela, abrindo a bolsa e puxando algo.
    Era um revólver. Era prateado com a parte que se segura preta. Brilhava à luz da lâmpada fraca na parede, e parecia ser novo. Eu o peguei.
    - Que legal – falei.
    - Bem... Legal não é. Roubei de uma loja ilegal.
    Apontei a arma para o meu nariz e a encarei.
    - Está carregada? - perguntei.
    - Sim.
    Como para demonstrar, Sally tomou a arma e disparou na lâmpada, que estourou. Começamos a rir. Ouvimos um fungado.
    - O que foi isso? - perguntei.
    - Deve ser um gato – disse Sally, pegando uma garrafa caída no chão e jogando-a na origem do ruído.
    Houve um gemido, e, do saco que parecia conter lixo, saiu uma cabeça despenteada de um garoto, de no máximo 15 anos, visível à luz da lua. Ele nos encarou assustado. Sem hesitar, Sally deu um tiro certeiro em sua testa. O garoto caiu de cara no chão.
    - Por que fez isso? - perguntei.
    - Queria que ele nos denunciasse?
    Observei enquanto um halo de sangue se formava em volta da cabeça do menino.
    - O que fazemos com esse corpo? - perguntei.
    - Ah, deixa ele aí. Ninguém vai sentir falta.
    Sally guardou a arma. A encarei, e ela parecia impassível. Uma psicopata. Me perguntei se as pessoas me viam assim também, sem expressões e sentimentos. Luna era a única que havia visto algo dentro de mim, mas com certeza não pensava isso agora, onde quer que esteja. Sempre me achei parecido com Sally, nossos pensamentos e modo de agir.
    Mas me enganei. Ela era mais cruel.
    Ah, bem.
    - Vamos embora o mais rápido possível – ela disse, e eu concordei. Alguém devia ter escutado os tiros e iria se levantar para ir ver – Além disso, vou receber visitas em casa. Até mais, Paul.
    - Tchau – saí do beco e corri até o hotel.
quarta-feira, 20 de julho de 2011 2 comentários

Paul II - Capítulo 4

Capítulo 4

    No dia seguinte, eu estava deitado na cama do hotel, emburrado, vendo o noticiário na televisão. Sentia raiva de Sally por ser tão incompreensiva.
    Então ouvi o barulho de chaves. Sally entrou.
    - Sai daqui – pedi.
    - Primeiro de tudo, quem pode te mandar embora daqui sou eu – disse ela – Segundo, vim em paz. Me desculpe. Só fiquei meio decepcionada. Pensei que você gostava de mim.
    - Eu gosto de você, Sally. Mas não me sinto correto em beijar alguém logo após a morte de Luna.
    Sally revirou os olhos.
    - Mas você só fala dela? Acabou, Paul. Ela está morta. Siga em frente!
    - Eu a matei. Tenho que me sentir culpado, não acha? Afinal, eu a amava. Acho que ainda amo.
    - Eu também gosto de você.
    - Você é psicopata. Não ama de verdade.
    - Você também é.
    - Se eu fosse, não amaria Luna.
    - Quem sabe não a amasse. Se amasse, não a teria matado.
    - Eu matei porque saí do controle. E é por isso que não quero amar mais ninguém.
    - Eu não deixaria você me matar. Fomos feitos um para o outro, Paullie.
    - Não me chame assim. Eu te perdôo por fazer birra, mas não vou ficar com você.
    - Veremos... Vamos voltar a ser amigos, então. Mas não quer dizer que eu desisti.
    - Tudo bem.
    Voltei minha atenção para a televisão. Sally me observava.
    - Como você consegue? - perguntou.
    - O quê?
    - Viver nesse tédio. Você não faz nada.
    - Claro que faço.
    - O quê?
    - Respiro.
    Sally bateu a mão na própria testa. Eu ri.
    - Você devia aprender a se divertir direito – disse ela.
    - Me divertir é chato.
    - Se fosse chato não se chamaria diversão. Que tal sair comigo hoje à noite?
    - Sair para onde?
    - Sei lá. Andar por aí.
    - Tanto faz.
    - Eu vou te mostrar uma coisa...
    Esperei que a coisa não estivesse entre as pernas dela.
    - Tá – falei.
    - Então, te encontro na frente daquela lanchonete ruim da esquina às 8 horas.
    - Tudo bem.
    Ela saiu.
domingo, 10 de julho de 2011 3 comentários

Paul II - Capítulo 3

Capítulo 3

   Passaram-se os meses de aula menos entediantes da minha vida. Por vezes, me esquecia de Luna, mas por outras ela me vinha em mente com muita força. Eu me lembrava de seu sorriso e seu beijo, e lágrimas vagarosas escorriam por minhas bochechas.
   Enfim, chegou o dia do tal baile. Coloquei meu terno de sempre, e já ia arrumar o cabelo quando pensei duas vezes e o baguncei mais um pouco com as mãos.
   Bateram na porta. Não precisei abrir, pois Sally o fez com a sua própria chave do hotel.
   - Está pronto? - perguntou.
   - Sim.
   Olhei as roupas de Sally. Usava algo como um cachecol de pele, mas nos ombros ao invés do pescoço, e um vestido vermelho. Seus cabelos estavam em coque, mas continuavam rebeldes. Seu rosto estava bem maquiado, sem nenhuma marca. Ela sorriu.
   - Está bonito – disse ela.
   - Você também – deixei escapar – Esse negócio é de pele mesmo?
   - Sim. Pele de chinchila – respondeu ela – Era da minha tia-avó. Mas agora venha, donzela. Levar-te-ei ao baile.
   Rimos. Saímos e descemos para o carro. Ela ficou no volante.
   - Seu pai te deixou dirigir? - perguntei.
   - Não – ela disse e riu alto. Depois ligou o carro e fomos para a escola.
   A escola estava decorada de amarelo e vermelho. Antes de entrar pelo portão, nos entreolhamos. Ela segurou meu braço e abaixou o treco de pele para mostrar a pele alva de seus ombros e a parte de cima do seu vestido vermelho. Entramos.
   Os olhos do pátio (transformado em salão) se viraram todos para nós. Os queixos dos garotos caíram. As garotas cochicharam.
   Sally se sentou e eu olhei para ela para entender a reação dos caras. Percebi o quanto o vestido e batom realçavam seus cabelos. Também nunca havia notado nas roupas que ela costumava usar, mas seus seios eram volumosos e chamativos sob o pano. Ela tinha um ar esperto e perigoso. Parecia uma leoa dentro de um corpo frágil de garota.
   Ela olhou para os garçons em volta e arfou.
   - Já imaginava. Sem álcool à vista.
   Ela abriu a bolsa e tirou duas garrafas daquelas que vêm com bicicletas.
   - Quer? - perguntou.
   - O que é isso?
   - Whisky.
   Eu nunca havia provado bebidas alcoólicas antes.
   - Eu nunca provei bebidas alcoólicas antes – contei.
   - Então eu insisto que prove.
   Ela me jogou uma das garrafas. Abri o pino e cheirei. Depois pus na boca e, num ato impensado, bebi um gole imenso, que passou queimando minha garganta. Fiz uma careta. Sally riu.
   - Nada mal para uma primeira vez – disse ela, e virou sua própria garrafa – É melhor parar por aqui para não perder a classe.
   Sally guardou as garrafas.
   - Ei, Paullie, vamos dançar!
   Arregalei os olhos. Ela havia usado meu antigo apelido, criado por Luna.
   - Me chamou de quê? - grasnei, e fiquei surpreso com minha própria língua enrolada – Opa! Bebida não é pra mim.
   - Vai melhorar com o tempo. Venha!
   Ela me puxou para o meio do salão (ou pátio) e começou a dançar comigo.
   Eu não tinha a menor noção do que diabos eu estava fazendo com os pés. Sally riu e me guiou gentilmente na dança. Acabei indo bem. Sorri.
   - Viu? Estamos nos divertindo – disse Sally.
   Abri mais o sorriso, sorrindo mais torto do que planejei. Era engraçado sentir os movimentos da cintura da Sally.
   Ela acariciou meus ombros.
   - Você é bem forte, hein? - observou.
   Fitamos nos olhos um do outro por um tempo. Paramos de dançar.
   Então ela se estivou e me beijou nos lábios.
   Fiquei sem reação no início. Ela me puxou pela nuca e me beijou de novo. Separou os lábios e fechou os olhos...
   - Não – eu disse, e a empurrei com um pouco mais de força que o planejado – Por favor, não faça mais isso.
   - Por quê? - ela parecia decepcionada.
   - Não estou pronto para outra ainda. Me desculpe.
   Ela arfou e cruzou os braços. Um cara veio atrás dela.
   - Aaanh... - disse ele – Sally, não é? Quer dançar?
   - Claro – respondeu Sally, e fincou um último olhar venenoso em mim antes de se virar para ele. Dei de ombros.
   - Me avise quando formos embora – gritei para ela.
domingo, 19 de junho de 2011 2 comentários

Selinho que ganhei 2

 
 
 Indicado por Jornal da Mana
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Regras: Primeira, falar 3 coisas que eu gosto de fazer no dia-a-dia:

1° Jogar;

2° Conversar (ao vivo ou MSN);

3° Desenhar.

Agora a segunda regra é repassar ele para 5 blogs que eu gosto:
 
sexta-feira, 17 de junho de 2011 0 comentários

Tag - 10 coisas que eu mais gosto

1-Divulgar quem passou a tag: http://jornaldamana.blogspot.com/

2-Postar 10 fotografias das coisas que vocês mais gostam (podem ser da internet).
 


Eu gosto de:


Bons livros





















Desenhos e outras artes (que sejam bons, claro)
 



 Este foi feito por: *hachiyuki














Rock
 












 Família

















Bichinhos fofos














Jogos Hidden Object













Massas e frutos do mar


















Escrever














Animes

















MSN














3-Passar a tag a 10 meninas, e notificá-las.
http://thebestyptt.blogspot.com/
http://plughere.blogspot.com/
http://felipeluigi.blogspot.com/
http://oespacoadolescente.blogspot.com/
http://paulotamburro.blogspot.com/
http://fragellytee.blogspot.com/
http://damnchromosomes.blogspot.com/
http://carlamundogirl.blogspot.com/
http://sitedemusica.blogspot.com/
http://behindasoul.blogspot.com/
sábado, 11 de junho de 2011 3 comentários

Conto de sangue especial pro dia dos namorados

  - Meu querido...
  Edmund sorriu. Eu também dei um sorriso fraco a ele. Estendi a mão suja de sangue em sua direção. O meu sangue. Ele a segurou e a beijou gentilmente.
  - Como se sente? - perguntou.
  - Ainda... aguento um pouco.
  - Ótimo.
  Ele me levantou, me segurando pela cintura, e começou a dançar comigo. Ele dançou, na verdade, porque eu não encostei os pés no chão. Não teria forças para ficar em pé.
  - Lembra da nossa primeira dança?
  - Lembro... Eu lembro sim - respondi.
  Ele me deu um beijo doce. Fechei os olhos.
  - Você é perfeito...
  - Eu tento - ele deu um sorriso largo.
  - Ed... - abri os olhos de novo - Vai sentir minha falta?
  - Claro que vou, minha linda. Afinal, você foi a melhor coisa que me aconteceu.
  - Espero que eu tenha sido o bastante...
  Ele riu.
  - O bastante está além da sua capacidade, Kath.
  Pisquei os olhos. Encostei a cabeça em seu ombro e deixei as lágrimas rolarem.
  - Me desculpe... - falei - Eu... Devia ter tentado mais.
  - Está perdoada.
  - Não roube minhas falas.
  Ele sorriu. Pôs a mão na minha bochecha e a arranhou levemente.
  - Meu amor... Por que me machuca? - perguntei.
  - Por que eu te amo, querida.
  - Eu te amo também... Amo muito!
  - Eu sei disso.
  Meu sangue pingava no chão. Eu percebi que meu tempo estava acabando.
  - Ed...
  - Está tudo bem, docinho - Edmund me deitou na cama de volta - Adeus, minha linda. Até a próxima vida.
  Demos mais um beijo. Olhei nos olhos dele pela última vez. Fechei os olhos. Até a próxima vida.

Feliz dia dos namorados =D
Edmund by: Júlia Magalhães
sexta-feira, 10 de junho de 2011 2 comentários

Paul II - Capítulo 2

Capítulo 2

   Passaram-se as aulas e passaram-se as férias. Como sempre, as entediantes férias de verão, nas quais fiquei fazendo absolutamente nada. Não vi Sally, pois ela havia viajado com os pais para a Escócia. Aos domingos, eu passava no cemitério para ver o túmulo de Luna e de minha mãe.
   Voltaram as aulas então, e fui para minha escola de sempre, ouvir a conversa pobre e vazia de meus colegas e aprender coisas que nunca iria usar. Seria meu último ano de escola. Estava saindo mais tarde porque repeti o ano.
   Entrei em minha sala barulhenta, sem esperar nada de novo.
   Olhei para o meu canto do fundo de costume. No lugar onde se setaria Luna, na minha frente, estava uma ruiva de olhar selvagem.
   Sally.
   Sentei-me atrás dela.
   - O que está fazendo aqui? - perguntei.
   - Vim te acompanhar no tédio mortal – respondeu.
   Sorrimos um para o outro. Sally era um ano mais nova que eu. Desde a excursão para o museu de artes, no ano anterior, viramos grandes amigos.
   Olhei-a de cima a baixo. Sua saia parecia curta demais nela. Desviei o olhar para seus cabelos. Estavam, como sempre, espessos e rebeldes.
   Ela me olhava também.
   - Por que arrumou o cabelo? - perguntou ela.
   - Meu pai manda – respondi.
   - Não mora mais com ele, Paul.
   Dizendo isso, passou a mão nos meus cabelos. Senti a sensação de liberdade dos cabelos desarrumados. Nunca havia ido à escola com meus cabelos do jeito que são.
   Olhei em volta.
   - E o seu namorado?
   Ela suspirou.
   - Nós meio que terminamos.
   - Por quê?
   - Ele... descobriu meus probleminhas. Você sabe como ele é medroso.
   Os probleminhas de Sally... Eu era o único que os conhecia. Sally era, além de meio rebelde, psicopata.
   - E o que você fez? - perguntei.
   - Fiz ele jurar que não contaria em troca de sua vida.
   Dei uma risada. Sentia-me quase embriagado estando com o cabelo desarrumado, depois de tantos anos com o peso do gel na cabeça. Poderia dizer que estava feliz. Além disso, conversar com Sally me deixava alegre. Com ela eu podia ser quem sou, pois sabia que se eu tentasse matá-la ela saberia se defender, ao contrário das outras pessoas.
   Me sentei de lado e olhei para os outros. Muitos me olhavam, principalmente as garotas, que coravam e desviavam o olhar quando eu olhava de volta.
   - Por que elas estão me olhando? - perguntei para Sally.
   - Você fica muito mais bonito com o cabelo assim, Paul. - Ela passou a mão na minha franja de novo - Talvez arranje bastantes namoradas esse ano.
   - Não estou interessado nisso.
   - Por que não?
   - Tenho medo de fazer o mesmo que fiz com Luna – respondi baixinho.
   - E daí se fizer? Quem se importa com essas babacas?
   - Os amigos e a família, talvez?
   Ela arfou.
   - Precisa se soltar mais. É melhor, você vai ver.
   Olhei pra sala. Podia ouvir o cochicho dos meus colegas. “Quem é aquela?”, “O Paul tem uma namorada nova?”, “A outra não acabou de morrer?”, “Nunca percebi que ele era tão gato!”, e outras coisas perturbadoras.
   - Ei, Paul.
   Voltei minha atenção para Sally.
   - Quer ir comigo ao baile de verão?
   Pisquei.
   - É só daqui a cinco meses! - exclamei.
   - Provavelmente não vou ter outro possível parceiro, e os abutres estão rondando você, então estou me adiantando.
   Olhei para ela e para as outras garotas. Sally não era feia, mas não se arrumava como as outras. Provavelmente não teria par.
   - Mas eu odeio festas – reclamei.
   - Ah, vamos! Nos divertimos do nosso jeito.
   - Tudo bem... Vou com você. Como amigos, certo?
   - Como amigos – concordou ela e sorriu.
segunda-feira, 30 de maio de 2011 2 comentários

Paul II - Capítulo 1

Enfim, depois de muita espera, vocês podem ler o primeiro capítulo da segunda parte da história do Paul. Já adiantei alguns capítulos, e até agora está bastante gostável.

Capítulo 1
   E lá estava eu, sentado no banco do cemitério dois dias depois do pior aniversário da minha vida. Eu poderia até dizer que foi pior que o de cinco anos, quando acordei e encontrei meu cachorro morto aos pés da cama. Foi envenenado. E lembro-me de que ele vivia atormentando meu pai...
   Como me safei de ser preso pela morte de Luna? Simples, liguei para Sally. Juntos fizemos um plano perfeito, e assim o dono da padaria vizinha foi preso. Pela minha própria segurança, não irei narrá-lo aqui.
   Sally havia também me arranjado um quarto em um dos hotéis do pai dela. Então eu não precisava mais morar com o meu pai, Henry.
   Então, como eu dizia, lá estava eu, sentado, observando o túmulo de minha Luna. Era bonito, uma grande pedra quadrada deitada sobre o solo, com alguns escritos. Um deles era meu. Dizia:

Para a minha sorridente lua: não fique chateada por não me dar o presente de aniversário”

   O tal presente me era um mistério. Ela tinha me levado para o quarto dela a fim de dá-lo, mas não vi nada que parecesse um presente em volta. Melhor para mim. Odeio presentes.
   Suspirei. Não era tão divertido estar perto de Luna estando ela morta e enterrada. Eu sentia vontade de chorar, mas sabia que não adiantaria nada, então não me dei ao trabalho.
   Olhei para as flores amarelas que eu segurava. Odeio flores, mas Luna as amava. Joguei-as sobre os meus escritos.
   O sol começou a baixar, deixando o túmulo mais brilhante. Olhei para o lado. Havia uma fila de pessoas seguindo um caixão com tampa de vidro. Reconheci, na frente da procissão, meu pai.
   Estremeci. Era o enterro da minha mãe. Eu não queria, mas resolvi dar uma passada para vê-la. Cheguei perto do meu pai, que me olhou de modo cortante, sem demonstrar nenhum sentimento. Bem parecido comigo. Abriu a boca para dizer algo, mas suspirou e encarou o chão. Passei direto por ele e fui ver o caixão.
   Lá estava ela, pálida, com os cabelos loiros em belas tranças, os olhos fechados, os lábios pintados de vermelho em contraste com a pele albina. Parecia uma cena da branca de neve, mas seus cabelos não eram negros e, bem, as pessoas em volta eram mais altas.
   Eu poderia pensar que ela estava dormindo, mas o vidro não estava embaçado. Pelo menos meu pai não fez nenhuma daquelas coisas doentias como no resto da minha família: Desmembrar o corpo e deixar no baú, ou deixá-la num pedestal e beijá-la como se estivesse viva.
   Me virei para ir embora. Meu pai me puxou pelo braço:
   - Por que fugiu?
   Olhei para ele com o canto do olho.
   - Você matou minha mãe.
   - Não matei! Você estava lá quando ela se matou!
   - Por sua culpa. Agora me largue.
   - Volte para casa, Paul.
   - Eu te odeio! Me larga! - gritei.
   Ele hesitou, mas enfim me soltou. Corri para fora do cemitério.

Espero que gostem!
Bela
terça-feira, 26 de abril de 2011 1 comentários

Prólogo da minha história medieval

A história ainda não tem nome. Vou postar só o prólogo aqui:

Prólogo

   - Volte aqui, menino!
   O menino corria desesperadamente por entre as casinhas da vizinhança. O pai ia atrás, brandindo aquela enorme faca afiada.
   Nem sabia direito para onde corria. Só sabia que tentava ir para longe do pai. Se enfiou entre as casas, subiu e desceu escadas, pulou murinhos, e de repente se achava nos fundos de sua própria casa.
   Olhou para os dois lados. Não havia sinal do pai. Se sentou no chão e respirou fundo. Fechou os olhos, exausto.
   Uma mão forte agarrou seu braço magro. Era seu pai. A faca reluziu à luz da lua.
   O pai debruçou o garoto sobre uma mesinha e tirou sua blusa. Então começou a desenhar com a faca em suas costas.
   O filho gritou loucamente com a dor, mas o pai apertava seu rosto contra a mesa com força, abafando seus gemidos.
   - Está feito – disse o pai, e soltou a criança, que tremia.
   A estrela satânica brilhou escarlate sob o luar.

Gostaram? O prólogo não tem muito a ver com a história. A história mesmo tem como personagem principal o menino crescido, e é narrada em primeira pessoa. O nome dele é Jameak, e ele trabalha cuidando de cavalos, mas além disso tem um segredo que pode levá-lo pra fogueira...

Beijos
domingo, 24 de abril de 2011 2 comentários

Selinho que ganhei


1º Link do blog que te indicou o selo:  http://jornaldamana.blogspot.com/
2º Qual o seu doce preferido?  Nossa, nem sei... Trufa, talvez?
3º Passe esse selo para todos os blogs que você acha que são um doce: Meus parceiros e todos que me seguem =D
sábado, 26 de março de 2011 3 comentários

Novo blog

Gente, eu estou fazendo um novo blog: My Picks
Não estou dizendo que este blog vai acabar, ele continua de pé. Me desculpem pela falta de postagens, mas é que não estou tendo nenhum conto para postar agora =(
O novo blog é sobre assuntos variados. Não usei este para isso porque iria estragar o propósito dele, que é colocar histórias e contos escritos por mim.
Então, se quiserem, me sigam no novo blog, tá? POR FAVOOOOOOOOOOOOR
Espero que gostem dele.
Beijos
sábado, 19 de fevereiro de 2011 3 comentários

História do Fred

Então gente, escrevi isso em dez minutos, não ia postar aqui, mas amei tanto que vou ser obrigada a isso. É a coisa mais aleatória e sem noção que já escrevi. Então, coloquem seus capacetes anti-derretimento-de-cérebro só por precaução e podem ler.

Historinha do Freddiezinhoinho

Era uma vez a mãe do Freddie. A mãe do Freddie se chamava Marietta e era uma anja.
Um dia a mãe do Fred conheceu um homem. Eles namoraram muito tempo e então fizeram o Fred.
É assim: Quando dois adultos se amam muito, eles (jihflaksjgkngfdlksjfakslgnasjlkdf)
Então, nove meses depois o Freddie nasceu, junto com sua irmã, Louise. Seu nome era Frederico, apelidado para Fred, apelidado para Freddie.
O Fred teve uma infância linda e saudável. Com 9 anos, ganhou um gatinho preto que a mãe achou na rua. Fred amava seu gatinho, e cuidava dele com todo amor e carinho.
Mas o que ele não sabia é que o gatinho gostava mais da irmã dele, e na verdade ele queria se casar com ela.
Não, nada de zoofilia. O gato na verdade era um humano que pode virar gato.
Por isso, quando o Freddie tinha dez anos, o gato virou gente e quase matou a mãe do Fred na frente dele. Fred ficou apavorado.
O gato encheu uma seringa do sangue da mãe do Fred e injetou o sangue no Freddie. Desde então, Freddiezinho ficou viciado em injetar sangue na veia.
Por causa disso, foi expulso de casa e ficou morando na rua. Ele era surrado e abusado pelas pessoas más da rua, e comia comida do lixo ou às vezes ganhava um pão de alguma padaria.
Um dia, ele foi chamado por Deuzão pra ser um anjo da guarda. Ele ficou feliz e Deuzão também, pois teria menos um anjo vagabundo no mundo.
Então Fred conheceu sua protegida, Kathleen, de apelido Kath. KathsKathsKaths era uma esposa submissa a um marido desgraçadamente cruel. Fred se apaixonou por ela por que ela era doce e tinha cabelo castanho e gostava de nachos e sabia fazer uma coisa engraçada com a boca.
Fred beijou Kath uma vez, mas ela ficou com raiva porque era casada e não gostava do Freddie daquele jeito. E também porque ele se drogou com o sangue dela.
Por isso, Kathskaths mandou Freddiezinhoinho pra uma reabilitação.
Alguns meses depois Fred estava curado e saiu da reabilitação, e aprendeu a conversar com crocodilos. Mas para isso ele tinha que se vestir de crocodilo, senão os crocodilos o mordiam.
Doía.
Então ele voltou pra Kathskaths e cuidou dela. Um dia ele conheceu uma anja chamada Ameria e eles se casaram e eles tiveram um filho que na verdade era de outro cara.
Fred gosta de macarrão e cerejas.
Fim!
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011 2 comentários

Meus desenhos

Sei que não é um conto nem nada, mas por falta do que postar... Resolvi mostrar meus desenhos aqui só para mostrar que não morri.















Espero que gostem!

Visitem minha página no DA: http://sofalart.deviantart.com/

Beijos
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011 6 comentários

Paul cap 18

É o último... =( Espero que gostem, mas não fiquem tristes, vai ter Paul 2, só que vai demorar um tempo para eu escrever (bastante tempo).

Capítulo 18

Bati na porta da casa de Luna. Ela mesma atendeu sorridente.
- Paullie! – disse ela.
Eu entrei.
- Ouvi gritos na sua casa – disse ela – Você brigou com seus pais?
Deixei minha mala no chão.
- E essa mala? – perguntou – O que houve?
- Minha mãe morreu e meu pai é um desgraçado – contei.
- Que horror, Paullie!
Ela me abraçou forte.
- Eu sinto muito pela sua mãe, Paul. De verdade.
- Posso falar com sua mãe e pedir para ela para me deixar ficar aqui até que eu ache outra casa?
- Ela não está aqui. Ela e meu pai saíram. Meu irmão viajou em excursão e o bebê está dormindo. Estamos sozinhos.
- Mesmo? Então posso perguntar para você se posso ficar aqui?
- Pode ficar quando quiser, Paullie.
Eu fui para a cozinha e peguei um copo de água. Bebi enquanto percebia que minha mão estava tremendo.
- Paul – chamou Luna – venha para o meu quarto. Ainda não te dei seu presente de aniversário.
- Não quero um presente de aniversário.
- Quer sim. Venha.
Suspirei e a segui até o quarto cor-de-rosa. Ela trancou a porta e começou a me encher de beijos.
- Eu te amo, Paullie – disse ela.
Eu a abracei.
- Eu também te amo – falei.
Então eu ouvi o coração dela acelerando. Com batidas fortes, molhadas e deliciosas.
Eu queria o coração dela. Literalmente.
Minha visão se turvou e eu sorri diabolicamente.
Com nada mais que minha mão direita, furei o peito de Luna e procurei seu coração. Ao tateá-lo, o segurei com força e o arranquei.
Luna me lançou um último olhar assustado antes que seu colo se arrebentasse em sangue e ela tombasse no chão, sem vida.
Eu comecei a soltar gargalhadas enquanto acariciava aquele belo coração, que ainda continuou batendo por um tempo entre minhas mãos. O sangue vermelho de Luna se espalhava pelo seu peito, pelo chão do quarto e pelas minhas mãos.
Mas, quando o coração parou de bater, voltei a mim. Vi Luna lá, morta na minha frente, e acariciei seu rosto, manchando-o de sangue.
E me arrependi. Agora, eu nunca mais veria o seu sorriso, e nunca mais ouviria sua voz alegre, e nunca mais sentiria seus carinhos.
Eu avisei a ela que eu era perigoso.
Encostei meus lábios nos de Luna pela última vez. Talvez eu devesse procurar a polícia e implorar que me prendessem. Ou que me colocassem no hospício, sei lá. Eu era um monstro. Ia ser melhor para o mundo se eu ficasse preso entre quatro paredes para sempre.
Ponderei sobre o assunto por um instante e por fim cheguei a uma conclusão.
- Tenho que esconder esse corpo - murmurei comigo mesmo.

  
Continua...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 3 comentários

Paul cap 17

 Capítulo 17

O dia do meu aniversário chegou, e de tarde eu percebi que realmente não teria festa, mesmo minha mãe tendo me presenteado com uma calça nova.
De repente, tocam a campainha. Minha mãe vai atender sorridente.
Uma mulher estressada entra, junto com uma garota um pouco mais velha que eu.
- Onde está o Henry? – perguntou a mulher rudemente.
- Está lá em cima...
Minha mãe chamou meu pai, que desceu. Ele viu a mulher e arregalou os olhos.
- Você? – perguntou ele estupefato.
- Cafajeste! – disse a mulher, tascando um tapa forte no rosto do meu pai – Achou que saindo da França ia se livrar de mim? Depois de 18 anos, eu te achei! E cuidei da sua filha sozinha todo esse tempo! Eu exijo que me pague o que deixou de pagar!
Meu pai estava cabisbaixo. Minha mãe ouvia tudo, paralisada. Eu também fiquei surpreso. Nunca imaginei que meu pai pudesse ter outro filho.
Minha mãe começou a ter tiques nervosos. Depois, seus olhos brilharam como brilhavam sempre que ela se lembrava de algo.
- Minha vida... – disse ela – Estou me lembrando... de tudo...
Uma lágrima desceu por sua bochecha e ela correu para o quarto.
Meu pai se virou para a mulher intrusa.
- Viu o que você fez? – gritou ele, e tirou uma faca de um faqueiro na mesa.
A mulher não teve tempo de pensar em fugir antes que caísse ensanguentada e morta no chão.
Enquanto meu pai avançava na filha bastarda dele, eu subi para ver como minha mãe estava.
E lá estava ela, estirada na cama, mais pálida do que nunca (ela era albina), com os olhos revirados e a boca cerrada com força. Em sua mão esquerda, segurava três embalagens de veneno para rato.
Ela estava morta.
Eu me sentei do seu lado, fechei os olhos e fiquei olhando para ela.
E, naquele momento, me senti culpado por ser um filho horrível e transformar a vida dela em um inferno. Talvez, se eu fosse um bom filho, ela não teria se matado.
Fui para o meu quarto. Arrumei as malas e desci.
- Como está sua mãe? – perguntou meu pai.
- Vá para o quarto e descubra – respondi, lançando a ele um olhar gélido.
Então saí de casa.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 3 comentários

Paul cap 16

E FINALMENTE! Desculpem a demora:

Capítulo 16


Meses se passaram e Maio chegou. Logo no primeiro dia, Sally me ligou:
- Paul, sua mãe me ligou e disse que queria fazer uma festa surpresa para você.
Minha mãe sempre esquece que eu odeio festas.
- Obrigado por avisar, Sally.
- De nada. O meu aniversário também está chegando e meu pai está animado, e disse que vai convidar todos os meus colegas.
- Que coisa. Tenho que ligar pra Luna. Tchau.
- Tchau.
Eu desliguei e liguei pra Luna.
- Oi, Paullie!
- Luna, liga pra minha mãe e fala pra ela que vamos ao boliche dia 5.
- M-mas...
- Não, eu não quero uma festa.
- Por quê, Paullie? Não gosta de festas? Aniversário, Páscoa, Natal... ?
Eu estremeci:
- Eu. Odeio. Natal.
- Credo, Paullie. Odeia até os presentes?
- Odeio.
- Mesmo assim, vou te dar um presente.
Eu suspirei:
- Vai falar com a minha mãe?
- Claro, Paullie.
- Certo então. Tchau.
- Tchau, meu amor.
Eu desliguei. Ela tinha mesmo me chamado de amor? E com toda aquela sinceridade?
Senti um abraço e um beijo no rosto.
- O que foi, mãe? – perguntei.
- Seu aniversário está chegando, bebê!
- Eu já estou pedindo para parar de me chamar de bebê há 13 anos.
- O que vai querer de presente, Paul?
- Nada.
- Nada?
- Nada. Agora me deixa quieto.
- Ah, meu bem... Eu queria tanto te comprar um presentinho para ver você feliz.
- Não vou ficar feliz com presentes.
Ela suspirou. Então saiu de perto.
 
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