sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Paul cap 9

Capítulo 9

Depois da aula, desci com Luna para a portaria e saímos para ir à uma lanchonete. Ainda no quarteirão da escola, vi a garota fútil que zombou da Luna na aula. Ela estava se dirigindo a uma rua deserta.
Era a minha chance.
- Espere aqui, Luna – eu disse – tenho que fazer uma coisa.
- Está bem.
Saí correndo na direção da garota. Ela pareceu perceber que eu a perseguia e começou a andar mais rápido. Mesmo assim, eu a alcancei, peguei seu braço e a joguei violentamente nos tijolos de um muro. Depois apertei o pescoço dela.
Naquele momento, eu podia ouvir sua respiração ofegante, a pulsação rápida de seu coração. Podia sentir o terror que ela sentia, a tensão em seus músculos.
Depois, com uma força que eu não sei de onde veio, degolei-a com minhas próprias mãos.
Limpei o sangue das minhas mãos na blusa dela. Não foi suficiente. Lambi os restículos de sangue nos meus dedos e larguei a garota lá.
Voltei para onde deixei Luna esperando.
- Aonde você foi? – perguntou ela.
- Fui ver se tem o que eu precisava naquela loja – apontei qualquer loja de onde eu estava.
- Mas é uma perfumaria.
- Anh... Presente pra minha mãe.
- Certo. Vamos?
- Claro.
Chegamos na lanchonete. Pedi um hambúrguer comum e Luna pediu um de frango com salada.
Comi em silêncio, pensando no assassinato que havia acabado de cometer. Já Luna não calava a boca, falando de um monte de bobagens sobre a vida dela enquanto eu fingia ouvir.
No fim, ela segurou minha mão e disse algo sobre mim. Eu imediatamente comecei a prestar atenção.
- E, Paul, mesmo tendo muitos outros garotos a fim de mim – dizia ela, colocando a mão no meu ombro – eu só ligo para você, Paul. Gosto de você. Muito.
Ela beijou minha bochecha e me abraçou. Eu dei um sorrisinho e acariciei os cabelos dela. Ela levantou o rosto e se aproximou do meu. Senti a respiração leve dela. Nossos lábios quase se encostavam.
Abri os olhos. O que eu estava fazendo? Eu a empurrei e me encolhi no extremo do banco. Ela me olhou, incrédula.
- Por que fez isso? – perguntou ela.
Eu amarrei a cara. Ela não entendia que eu era perigoso, não importava o que eu fizesse. Ela só usava seus truques para me encantar. Aquela desgraçada. Aquela...
- Bruxa! – Eu gritei para ela – Você é uma bruxa!
- M-mas – disse ela – Paul, do que você...
- Fique longe de mim.
O queixo dela começou a tremer e algumas lágrimas escorreram. Droga. Ela estava chorando.
O que eu ia fazer? Olhei para todos os lados. Resolvi que o melhor seria fugir. Pulei por cima da mesa e saí correndo. Mas, infelizmente, minha fuga triunfal foi interrompida por um atendente muito bravo que exigia que eu pagasse a conta.

3 comentários:

Anônimo disse...

LOL !!!
menino estranho detected -.-'

Sílvia disse...

Nossa, que rapaz vingativo. Precisa matar para defender a amada? Sim, porque ele ama a Luna. Mas, sendo covarde, ele não consegue falar a verdade sobre ele para ela.Pobre Luna!

Lúcio Neto disse...

Sílvia, nãoo não, ele não precisa dizer a verdade pra ela! Fica mais romântico assim hahaha ADOREII ELE TER MATADO A MENINA LA, ELA NÃO PRESTAVA. continue assim Paullll

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