quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Paul cap 2

O capítulo. 2, finalmente!!! Desculpem a demora, espero que gostem.

Capítulo 2

   Na hora do lanche, fiquei na sala. Com certeza, a garota desceria pro pátio com as amigas e eu ia ficar lá sozinho. Mas, quando as amigas dela a chamaram para descer, ela quis ficar na sala. Eu me encolhi. Ela estava andando na minha direção. Cerrei os dentes. Ela parou ao meu lado. Eu podia sentir o cheiro dela.

   - Qual é o seu nome? – ouvi.

   Será que eu devia sair correndo? Correr antes de oferecer algum perigo a ela? Em vez disso, olhei de lado para ela e respondi:

   - Paul.

   Olhei de volta para a carteira. Agora que ela tinha visto minhas íris negras como um buraco, certamente sairia correndo.

   Mas não. Ela simplesmente falou:

    - Meu nome é Luna.

   Eu fiquei calado. Eu podia falar sobre como seu nome combinava com ela. Como combinava com sua voz suave. Com seu rosto lindo. Com seus olhos brilhantes.

   Mas, em vez disso, fiquei calado. É o melhor que eu faço.

   - Você não é de falar muito, né? - perguntou ela.

   Continuei calado.

   - Qual é o seu problema? - ela parecia estressada agora.

   Eu olhei para ela. Eu podia dizer o problema. Podia dizer que eu era perigoso. Podia dizer que era melhor ela se manter longe. Eu podia dizer também o quanto ela era maravilhosa. Mas, para quê? Fiquei calado. Eu me levantei. Percebi que ela era bem mais baixa que eu. Eu precisava me acalmar. Ela estava indefesa ali na sala.

   Fui para o fundo da sala e me sentei no chão. Tirei meu caderninho cinza do bolso e o abri. Comecei a escrever um poema. Precisava me acalmar. Precisava.

   Depois que escrevi o poema, guardei o caderno de volta e Luna me observava, assustada. Cheguei perto dela e falei:

   - Por favor, não se meta na minha vida.

   Ela não se moveu. Só ficou me encarando, incrédula.

   Eu me sentei na cadeira.

   As vozes vieram.

   - “Mate-a”, elas diziam. “Vamos, levante-se e arranque a cabeça dela”.

   Eu gemi e tapei os ouvidos. Mas de nada adiantava. Elas ainda estavam lá. Eu encostei o rosto na mesa.

   As vozes passaram.

   Olhei em volta. Felizmente, Luna se assustou o suficiente para fugir de mim e descer para o pátio. Ótimo.

2 comentários:

Sílvia disse...

Bela, realmente a história do Paul é ótima, uma das melhores que você já escreveu.
Estou adorando relê-la no seu blog.
Ah, tem como você mudar a cor das letras dos primeiros parágrafos? É que está um pouco ilegível.
Bjos...
Estou aguardando o 3ºcapítulo:)rsrs

Lúcio Neto disse...

GENTE QUE LOCURA O MENINO É LOUCOOOOOOOOOOOOOOOOO!!! MANDA ELE PRUM PSICÓLOGO BELÃOOOOOOO

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