quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O Casamento de Noa

Aqui está outra história dos Contos de Sangue:


O Casamento de Noa




Era uma vez uma mulher chamada Noa Nogara. Ela tinha cabelos negros, pele morena e olhos castanho-escuros. Estava muito emocionada. Era o dia de seu casamento! Iria se casar com o amor de sua vida, Fedato Fantini. Ele tinha pele clara, cabelo cor de caramelo e olhos verdes.
Noa nasceu na Arábia, mas se mudou para a Itália aos cinco anos. E foi lá que conheceu Fedato, aos doze anos. Começaram a namorar aos treze. Como se amavam tanto, resolveram se casar com dezoito anos. E lá estavam eles, em 1990. Ela ia, de limusine, para a igreja. Usava um longo vestido rendado, completamente branco, e seu rosto estava coberto com um véu tão fino que parecia feito de neve.
Chegou na igreja. A marcha nupcial começou e ela entrou pela porta, passando lentamente pelo tapete que ia até o altar.
E lá estava Fedato, sorrindo para ela. Noa sorriu para ele também. Logo mudaria de Noa Nogara para Noa Fantini.
Se postou no altar, ao lado de Fedato. Olhou pra o padre. Ele olhava para os dois, sorrindo. Mas não era um sorriso normal. Algo brilhava nos olhos do padre. Algo escuro e terrível. Noa virou a cabeça para os lados e não viu ninguém mais perceber a expressão do padre. Nem mesmo Fedato.
Quando o sermão terminou, algo aconteceu. A igreja se encheu de sombras. A cruz se virou de cabeça para baixo. Todos gritaram. As janelas estouraram.
Noa suava frio. Viu então uma sombra vindo em sua direção. A sombra a atacou, e entrou nela, como se estivesse sendo absorvida pelo corpo dela. Noa sentiu uma dor insuportável e tombou no chão, contorcendo-se.
Os convidados olharam, desesperados. "Vamos embora daqui!", gritou um deles. Os convidados se levantaram e correram em direção à porta, mas esta se trancou. Os convidados se amontoaram em cima da porta, batendo nela e gritando.
Noa parou de se contorcer. Respirou fundo, os olhos fechados. Então se levantou vagarosamente, jogou o véu que estava tampando seu rosto para trás com os braços e abriu os olhos, olhando para Fedato.
Os olhos de Noa estavam vermelho-sangue. Não era mais a mesma mulher. Estava possuída. Ela sorriu maleficamente para Fedato. O padre soltou uma gargalhada, e pegou, escondido embaixo de uma mesa, um machado. Jogou para Noa, que o catou no ar automaticamente, sem tirar os olhos do Fedato, como se tivesse treinado esse movimento antes. O padre, então, bambeou e caiu no chão, desmaiado. De dentro dele emergiu uma sombra, como a que tinha entrado em Noa.
"Agora você vai morrer!", disse Noa para Fedato, sua voz alterada, grossa e rouca.
Noa deu um golpe do machado em Fedato, mas ele se desviou e saiu correndo. Foi até a porta, esmurrando-a junto com os outros convidados.
Noa correu até a porta, tentou acertar Fedato com um golpe, mas errou a pontaria e acertou uma senhora, degolando-a.
Fedato fugiu de perto da porta e escalou um banco. Deu um salto e se agarrou em uma das janelas quebradas, resgando a pele da palma de sua mão. Mas, mesmo assim, ele subiu pela janela e pulou para o jardim.
Noa rugiu furiosa. Com o machado, abriu espaço entre a multidão na frente da porta, e levantou a mão. A porta se abriu violentamente a seu comando. Ela saiu correndo porta afora, e avistou Fedato correndo na rua. Foi atrás dele. Não havia quase ninguém na rua. Correram metros e metros. Fedato tentava despistá-la, virando esquinas, mas Noa sempre conseguia encontrá-lo.
Por fim, ele virou uma esquina escura, e correu até o final da rua, mas se arrependeu por isso. Era um beco sem saída. Virou-se e viu Noa se aproximando dele, sorrindo ameaçadoramente. Fedato suava frio, e por fim desistiu de lutar contra a morte. Caiu de joelhos. Noa golpeou-o no ombro. Fedato berrou de dor e sangue espirrou para todos os lados, inclusive no vestido de Noa, antes branco como a neve. Depois Noa golpeou Fedato mais dez vezes, na perna e na barriga, e por fim golpeou-o no meio da cabeça. Fedato tombou no chão, morto.
Noa sorriu, e saiu do beco. Desde esse dia, procura homens belos e talentosos, para matá-los na hora do casamento.

2 comentários:

Sílvia disse...

Gosto desse conto. Ele é tétrico.
Bjos

Anônimo disse...

A M E I O MELHOR CONTO DE SANGUE !!!!!!!!!!!!!!!

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