sábado, 23 de janeiro de 2010

Tinta Vermelha - Cap. 3

Capítulo 3

   Dois dias depois, Eleanor e Leonard estavam na aula novamente. De tempo em tempo, Leonard trocava olhares e sorrisos com Eleanor.
   Ao terminar a aula, ele perguntou se ela queria passear novamente. Ela aceitou.
   Eles andaram pelas ruas, conversando. Leonard percebeu que Eleanor falava muito sobre variados assuntos interessantes, mas não sobre sua vida pessoal. Mas não se importou muito. Tinha algo mais importante a discutir.
   - Eleanor - chamou ele de repente.
   - Sim? - atendeu ela.
   - Eu queria desabafar algo preso em mim.
   - O quê?
   Leonard respirou fundo, pronto para abrir seu coração.
   - Você é a mulher mais linda que já vi na vida, e não só isso, gosto também da sua personalidade, seu jeito de ser. Eu... acho que estou apaixonado... por você.
   Eleanor sentiu alguma coisa no coração nessa hora, e não pôde evitar de abrir um belo sorriso. Mas se arrependeu.
   - Seus caninos... - disse Leonard - Eles são... muito pontudos... como um florete em miniatura...
   O sorriso dela se apagou.
   - É... de família - disse.
   Um momento de silêncio.
   - Mas agora devo ir - disse ela, para evitar perguntas.
   - Adeus, Eleanor. Te encontro amanhã à noite na praça.
   - Está bem. Adeus.
   Ela saiu de perto dele e foi caçar.

   No dia seguinte, como combinado, se encontraram na praça.
   - Eu poderia ir à sua casa, Eleanor? - perguntou Leonard.
   - NÃO! Quero dizer, está muito desarrumada, e...
   - Está bem, está bem. Mas então, você pode ir na minha.
   - Sim, posso.
   - Mas onde fica a sua casa?
   Eleanor suspirou. Não podia escapar desta pergunta.
   - Fica perto do bosque.
   - Interessante. Agora vamos para minha casa.
   - Espere - ela disse.
   - O quê?
   - Fique parado.
   Ele obedeceu. Ela começou a se aproximar dele, devagar. Abraçou-o. Ele encarou o rosto dela, seus enormes olhos verdes hipnotizantes. Ela então aproximou o rosto do dele. E os dois se beijaram.
   - Ai - fez Leonard - Minha língua. Você raspou os dentes nela.
   - Me desculpe - disse Eleanor - Vou tomar mais cuidado depois. Vamos para sua casa, agora.
   Ele a levou para sua casa, não muito longe da praça. Era uma casa bonita, mas simples.
   - Minha mãe viajou a negócios - disse Leonard - Mas ela deixou metade de um bolo, e eu sei fazer café. Quer?
   - Não, obrigada.
   - Nem água, um suco...?
   - Não quero nada, obrigada.
   - Está bem. Fique à vontade. Preciso ir ao banheiro.
   - Tudo bem.
   Ao sair do banheiro, Leonard foi para a sala. Eleanor não estava lá. Leonard a procurou por todos os cômodos, e por fim procurou-a no quarto de sua mãe. Ela estava lá, semi-nua, deitada na cama de casal. Leonard, surpreso, admirou o corpo simplesmente perfeito de Eleanor. Ela sorriu e disse:
   - Venha.
   Ele não se atreveu a desobedecer.

   Eleanor suspirava nos braços de Leonard, adormecido. Olhou o relógio na parede. Eram 4 da manhã. "Droga", pensou ela, "Vou ter de passar fome hoje." Ela então se levantou cuidadosamente para não acordar Leonard, se vestiu e foi para casa.

3 comentários:

Sílvia disse...

Acho que Eleanor não se dará bem com Leonard ( + fácil escrever do que falar, rsrsrs ), pois ele é esperto.

Anônimo disse...

Ah, esse beijo aí não foi muito romantico.

pati disse...

Tô achando isto indecente! Impróprio para menores! rsrsrsrs

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